
Visitar o Parque Nacional do Xingu é fazer uma imersão em uma rica cultura quem vem sendo preservada de geração em geração. Conhecer a cultura indígena dos Yalawapiti é sentir na pele a emoção de ver os verdadeiros dono da terra tratar com carinho e respeito os homens brancos que visitam sua aldeia.
Localizado no coração do Brasil, o Parque Nacional do Xingu, fundado pelo sertanista Orlando Villas Boas, fica no estado do Mato Grosso, divisa com o Pará, em uma região de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, em uma área de 27 mil km equivalente ao estado de Alagoas. O Xingu é a maior e mais importante reserva indígena brasileira. Em todo o Parque Nacional vivem representantes de 14 etnias espalhados em 30 aldeias, entre elas, a Yalawapiti, a qual visitamos.
Há duas formas de chegar à aldeia Ywalapiti partindo da cidade de Canarãna. Uma delas é seguir de voadeira (como é chamado o barco usado na região) por cerca de 24 horas navegando pelo Rio Xingu. Outra opção é ir de avião, cerca de uma hora de vôo em aeronave (Sertanejo) ou (Cesna), normalmente um monomotor.
Optamos em ir de avião, pois teríamos uma noção da dimensão do parque. Logo na decolagem, a gente sente que a aeronave balança um pouco, mas o vôo é tranqüilo. Ao cruzar o Rio Xingu, notamos uma vegetação diferenciada que lembra muito as savanas africanas. Depois ela se transforma em mata fechada e, por fim, avistamos uma clareira em meio a floresta. Nesse local fica o Posto Leonardo, a nossa pista de pouso. É por lá que chegam os suprimentos e funcionários enviados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para cuidar dos grupos indígenas.
A recepção ao nosso grupo foi feita pelo cacique da aldeia, o índio Aritana que nos recebeu com muita felicidade. "Sejam bem-vindos ao Xingu. Aqui vocês podem se sentir em casa. Foi com essa recepção que conhecemos o local onde iríamos acampar.
Um lugar lindo, uma praia às margens do Rio Xingu. Só não imaginávamos que no local do acampamento teríamos como vizinhos centenas de jacarés e um rio com piranhas. Era nesse rio que tomávamos banho. Mas Aritana nos disse: "se respeitar a natureza, nenhum bicho lhe fará mal". Parecia profecia, pois nenhum incidente aconteceu.
O anoitecer na aldeia é simplesmente mágico. O silêncio faz ressaltar os sons das aves e dos animais que parecem cantar anunciando o fim do dia. Sem luz elétrica, o gostoso é ouvir um pouco sobre a cultura dos índios ao lado de uma fogueira enquanto um tucunaré (peixe da região) é assado.
O dia começa cedo no Parque Nacional do Xingu. Por volta das 5 horas da manhã, já há movimentação na aldeia. A gente vê índios se banhando, cultivando a mandioca que é a base da alimentação na aldeia.
A gastronomia fica reservada às mulheres. Elas começam bem cedo o preparo da comida que será servida durante o dia, uma vez que não há hora certa para comer. Mandioca e peixe não podem faltar no cardápio xinguano. O beiju é o arroz e feijão dos índios. Ele é preparado com a mandioca ralada, molhada e esprimida várias vezes em uma esteira. Dessa forma, a massa do beiju começa a tomar forma, semelhante a tapioca. Depois, o beiju é esticado e assado dentro da oca em panelas de barro.
Uma boa época pra se visitar o Xingu, é o mês de Agosto, pois la acontece a cerebração do Kuarup, é uma semana de atividade que começa pelas pesca onde a comunidade toda pesca pra receber os convidados, o evento culmina com atividades regiligiosas, com danças e cantos que homenageia os mortos das 14 aldeias do parque, geralmente são homenageados brancos que destacaram na lutas pelas causas indigenas, assim como Orlando Villas Boas que foi homenageado em 2003. O Kuarup deste ano aconcerá acontece na Aldeia Yalawapiti que nossa reportagem visitou.
Para visitar o Parque Nacional do Xingu é necessário autorização da Funai em Brasilia, fones: (61) 313-3500 SPS Quadra 702/902 Projeção A,Ed Lex 70.390-025
Localizado no coração do Brasil, o Parque Nacional do Xingu, fundado pelo sertanista Orlando Villas Boas, fica no estado do Mato Grosso, divisa com o Pará, em uma região de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, em uma área de 27 mil km equivalente ao estado de Alagoas. O Xingu é a maior e mais importante reserva indígena brasileira. Em todo o Parque Nacional vivem representantes de 14 etnias espalhados em 30 aldeias, entre elas, a Yalawapiti, a qual visitamos.
Há duas formas de chegar à aldeia Ywalapiti partindo da cidade de Canarãna. Uma delas é seguir de voadeira (como é chamado o barco usado na região) por cerca de 24 horas navegando pelo Rio Xingu. Outra opção é ir de avião, cerca de uma hora de vôo em aeronave (Sertanejo) ou (Cesna), normalmente um monomotor.
Optamos em ir de avião, pois teríamos uma noção da dimensão do parque. Logo na decolagem, a gente sente que a aeronave balança um pouco, mas o vôo é tranqüilo. Ao cruzar o Rio Xingu, notamos uma vegetação diferenciada que lembra muito as savanas africanas. Depois ela se transforma em mata fechada e, por fim, avistamos uma clareira em meio a floresta. Nesse local fica o Posto Leonardo, a nossa pista de pouso. É por lá que chegam os suprimentos e funcionários enviados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para cuidar dos grupos indígenas.
A recepção ao nosso grupo foi feita pelo cacique da aldeia, o índio Aritana que nos recebeu com muita felicidade. "Sejam bem-vindos ao Xingu. Aqui vocês podem se sentir em casa. Foi com essa recepção que conhecemos o local onde iríamos acampar.
Um lugar lindo, uma praia às margens do Rio Xingu. Só não imaginávamos que no local do acampamento teríamos como vizinhos centenas de jacarés e um rio com piranhas. Era nesse rio que tomávamos banho. Mas Aritana nos disse: "se respeitar a natureza, nenhum bicho lhe fará mal". Parecia profecia, pois nenhum incidente aconteceu.
O anoitecer na aldeia é simplesmente mágico. O silêncio faz ressaltar os sons das aves e dos animais que parecem cantar anunciando o fim do dia. Sem luz elétrica, o gostoso é ouvir um pouco sobre a cultura dos índios ao lado de uma fogueira enquanto um tucunaré (peixe da região) é assado.
O dia começa cedo no Parque Nacional do Xingu. Por volta das 5 horas da manhã, já há movimentação na aldeia. A gente vê índios se banhando, cultivando a mandioca que é a base da alimentação na aldeia.
A gastronomia fica reservada às mulheres. Elas começam bem cedo o preparo da comida que será servida durante o dia, uma vez que não há hora certa para comer. Mandioca e peixe não podem faltar no cardápio xinguano. O beiju é o arroz e feijão dos índios. Ele é preparado com a mandioca ralada, molhada e esprimida várias vezes em uma esteira. Dessa forma, a massa do beiju começa a tomar forma, semelhante a tapioca. Depois, o beiju é esticado e assado dentro da oca em panelas de barro.
Uma boa época pra se visitar o Xingu, é o mês de Agosto, pois la acontece a cerebração do Kuarup, é uma semana de atividade que começa pelas pesca onde a comunidade toda pesca pra receber os convidados, o evento culmina com atividades regiligiosas, com danças e cantos que homenageia os mortos das 14 aldeias do parque, geralmente são homenageados brancos que destacaram na lutas pelas causas indigenas, assim como Orlando Villas Boas que foi homenageado em 2003. O Kuarup deste ano aconcerá acontece na Aldeia Yalawapiti que nossa reportagem visitou.
Para visitar o Parque Nacional do Xingu é necessário autorização da Funai em Brasilia, fones: (61) 313-3500 SPS Quadra 702/902 Projeção A,Ed Lex 70.390-025
